Como desenvolver sua inteligência emocional vai te ajudar na sua marca pessoal?
Quando falamos sobre marca pessoal logo pensamos naquelas pessoas que construíram sua carreira e obtiveram sucesso através do seu bom trabalho, resultados e reconhecimento por todos os seus feitos.
Com os avanços do digital, o marketing pessoal se tornou cada vez mais necessário para provar ao mundo profissional, o quão bom você é naquilo que faz. E com isso, tivemos um grande movimento de profissionais nas redes sociais, principalmente no LinkedIn, contando sobre os seus feitos em suas carreiras.
Não é de hoje que eu sempre falo sobre a importância de fazer o seu marketing pessoal para a sua carreira. Em cada consultoria, em cada treinamento, e quem já participou de algum desses comigo, sabe exatamente do que estou falando. Eu sempre reforço o quão importante é para nós trabalharmos o nosso marketing pessoal em todos as fases da nossa carreira.
Talvez, você esteja lendo esse artigo e pensando, “pronto, lá vem mais uma falando daquilo que não vivencia” e você não está errado.
Eu cometi o maior erro que um profissional, que preza tanto pelo marketing pessoal, poderia cometer em sua própria carreira: “eu não vivencio aquilo que prego”. E agora, estou escrevendo aqui, para que você também não cometa o mesmo erro que eu.
O que inteligência emocional tem a ver com marca pessoal?
Para explicar por que eu tive a ideia de escrever esse artigo, quero te contar o porquê eu não trabalho o meu marketing pessoal e porque cometi esse erro.
Quando eu falo sobre marca pessoal e sua importância para a vida profissional de qualquer pessoa, existem três momentos na minha vida em que destaco como a falta de inteligência emocional foi o grande fator para eu não estar onde e como eu gostaria de estar agora.
1º Momento: quando eu descobri o LinkedIn
O LinkedIn chegou no Brasil em abril de 2010. Ano em que estava me formando e trabalhando em primeiro emprego como redatora e já pensando em como eu faria com que o mercado publicitário soubesse da minha existência.
Como uma boa publicitária, eu logo comecei a buscar plataformas, sites, qualquer coisa, onde eu pudesse montar o meu portfólio profissional como redatora e mostrar os meus melhores trabalhos. E depois de muita busca, encontrei o LinkedIn, uma nova rede social com a proposta de conectar profissionais e empresas e criar uma grande rede de networking.
Me cadastrei e, por muito tempo, fiquei apenas observando o movimento dentro da mídia digital. Até que dois anos depois, comecei a receber e-mails com oportunidades de trabalho e convites para entrevistas de emprego vindas através do meu perfil no LinkedIn.
Apesar de não fazer nenhuma publicação, eu havia preenchido o meu perfil por completo, com todas as minhas experiências e, cada novo curso que fazia eu atualizava o meu LinkedIn. Agora, se com apenas isso eu conseguia receber convites para novas oportunidades de trabalho, imagina se eu tivesse trabalhado minha marca pessoal desde então?
Quando percebi o valor do LinkedIn eu comecei a compartilhar alguns dos meus melhores trabalhos lá e fazer algumas publicações sobre minha carreira profissional.
2º Momento: o conselho de ouro e a primeira crise profissional
Em uma das empresas em que trabalhei, tive a oportunidade de ter contato direto com o CEO da empresa e receber um conselho do qual me lembro até hoje:
“Gerciane, você sabe por que a galinha cacareja mais alto toda vez que ela bota um ovo? Porque ela está contando a todos sobre o seu bom trabalho!”
Desde então, eu comece a ser cada vez mais presente no LinkedIn contando sobre as minhas experiências e aprendizados, até que veio a primeira crise profissional. Minha marca pessoal começou a ser prejudicada por um colega de trabalho. Minha primeira atitude foi contar o meu gestor o que estava acontecendo e ele nada fez para resolver a situação.
Então, eu escolhi buscar outra oportunidade em outra empresa, o que não foi muito difícil com um perfil tão bom no LinkedIn. E em questão de duas semanas já estava contratada e recomeçando em uma nova empresa, ganhando o dobro do salário do emprego anterior.
Tudo foi muito bem até que a mesma história se repetiu, em uma nova empresa com uma nova colega de trabalho, mas a mesma história. E aquela primeira crise que deixei de enfrentar, passou de inveja para uma calúnia, difamação e terminou em assédio moral e a minha demissão.
3º Momento: duas escolhas erradas e uma certa
Quem nunca teve um colega que prejudicou sua imagem no ambiente de trabalho que atire a primeira pedra.
Quando aconteceu a segunda crise na minha carreira profissional o impacto foi muito maior. Ela passou de uma colega que queria me derrubar porque achava injusto eu ter entrado na empresa ganhando mais do que ela, para outra colega que começou a fazer calúnias a meu respeito contando a todos da empresa que eu a maltratava e a humilhava.
Como resultado, todos os outros gestores da empresa não só acreditaram como decidiram me demitir, alegando que o meu trabalho não estava sendo mais satisfatório. Apesar de dizer a todos que era uma mentira e tendo provas e testemunhas que viram que na verdade acontecia o contrário, a minha reputação profissional foi manchada.
Como recuperar minha reputação profissional?
Essa pergunta não só me torturou por três anos, como se tornou um bloqueio na vida profissional. E cada vez mais, eu estava menos presente no LinkedIn, contando sobre minhas experiências e aprendizados na minha vida profissional.
Para resumir tudo isso, eu fiz duas escolhas erradas e uma certa:
1º Eu mudei de emprego, e tudo se repetiu.
2º Eu acreditei nas mentiras que disseram a meu respeito e tive um burnout.
3º Por fim, aprendi a reconhecer o meu real valor, continuei fazendo o meu trabalho da melhor forma possível e colhi os resultados de escolher ignorar esse tipo de pessoa e acreditar mais em mim e em tudo o que construí até aqui.
Eu passei por cada uma dessas escolhas, até chegar na última.
Inteligência emocional para uma boa marca pessoal
Recuperar sua imagem profissional depois de uma crise como essa, depende unicamente de suas escolhas.
Hoje, eu vejo que se eu tivesse inteligência emocional quando a primeira crise aconteceu, eu não teria largado um bom trabalho em uma boa empresa e, não teria perdido outro por conta de profissionais ruins.
Eu não teria me deixado levar por tantos anos e, principalmente, deixado de cuidar da minha marca pessoal como fiz até hoje. Eu ainda não gosto de falar sobre meu trabalho, meus aprendizados, conquistas etc., publicamente. Mas, acredito que isso foi um grande atraso na minha vida profissional e um erro, que tento corrigir em cada pessoa que me procura pela consultoria em LinkedIn para se recolocar ou mudar de carreira.
Saiba quem você é
Uma marca pessoal forte, exige muita inteligência emocional para lidar com aqueles que vão te atacar. Hoje, eu poderia estar trabalhando em uma boa empresa e trabalhando meu perfil no LinkedIn, como muitos aqui fazem.
Mas fiz muitas escolhas erradas, inclusive e de me esconder na tentativa de não ser mais atacada por outros profissionais.
Fiz vários cursos de inteligência emocional, sem muito sucesso, para conseguir lidar melhor com isso. E acabei optando por trabalhar de forma autônoma para não ter que passar por esse tipo de situação novamente.
Mas esse tipo de situação, sempre vai se repetir até que você aprenda a lição.
A lição
As pessoas sempre vão pensar e dizer o que querem a seu respeito, seja na sua vida pessoal ou profissional. Mas, eu só me ofendo se eu concordar com elas.
Ataque é veneno. O veneno só funciona se eu tomar!
Eu não vou finalizar esse artigo dizendo que a partir de agora você vai me ver mais vezes passando aqui no seu feed, até porque tudo na vida é um processo. E o meu processo agora, é me curar de todo o veneno que tomei durante todos esses anos e que foi matando aos poucos a minha vontade de ser uma referência na minha área.
Mas, senti a vontade e a necessidade de contar a minha história, para que pessoas que passaram ou estejam passando por algo parecido, tenham a oportunidade de fazer a escolha certa para sua vida.
Vida pessoal e vida profissional são apenas nomes bonitinhos, para tentar fazer você separar uma coisa da outra. Mas lembre-se, antes de tudo, que você é uma única pessoa vivendo essas duas vidas.
Você é antes de tudo um ser humano!